Já sentiu uma dor surda na virilha ao fim de uma caminhada? Ou uma rigidez matinal na anca que demora a passar? Muitas pessoas atribuem estes sinais ao cansaço ou à idade. Mas, às vezes, o corpo está a pedir atenção a algo mais.

A coxartrose, conhecida como artrose da anca, é uma doença degenerativa que afeta a cartilagem da articulação. Com o tempo, essa cartilagem vai-se desgastando e o atrito entre os ossos provoca dor, inflamação e perda de mobilidade. Não é uma condição rara: estima-se que atinja 88 em cada 100 mil pessoas por ano, sendo mais frequente em homens até aos 45 anos e em mulheres a partir dessa idade.
O primeiro sintoma é quase sempre a dor. Começa na virilha mas também pode irradiar para a coxa, o glúteo ou até o joelho. É uma dor de tipo mecânico, aparece com o movimento, alivia com o repouso e, nas fases mais avançadas, pode até estar presente durante a noite.
A par da dor, surgem outros sinais que muitas vezes são ignorados porque aparecem devagar:
Nenhum destes sintomas deve ser encarado com normalidade. A coxartrose não tratada tende a progredir e pode limitar seriamente a autonomia no dia a dia.
O envelhecimento é o fator mais comum. Mas o excesso de peso, lesões antigas na anca, doenças inflamatórias ou até profissões com movimentos repetitivos e de carga intensa podem acelerar o processo. Há também quem tenha uma predisposição anatómica, como a displasia da anca, que aumenta o risco de desgaste precoce.
A boa notícia é que há muito para fazer antes de se falar em cirurgia. E mesmo quando a cirurgia é necessária, os resultados são dos mais bem sucedidos em toda a Medicina.
O tratamento começa sempre por opções conservadoras. Perder peso, quando há excesso, reduz drasticamente a carga sobre a anca. Exercícios de reforço muscular e alongamento ajudam a estabilizar a articulação e a aliviar a dor. Em consulta, o médico pode recomendar analgésicos, anti-inflamatórios ou infiltrações intra-articulares com corticoides, ácido hialurónico ou fatores de crescimento, especialmente em fases iniciais da doença.
Quando estas medidas já não são suficientes e a qualidade de vida está comprometida, a artroplastia total da anca (a conhecida "prótese da anca") é a solução definitiva. Trata-se de uma cirurgia que substitui a articulação desgastada por uma prótese, com taxas de sucesso muito elevadas e uma recuperação que, com a devida reabilitação, devolve a mobilidade e elimina a dor.
O Dr. Luís Maximino é Especialista em Ortopedia no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra desde 1998, com uma carreira dedicada em grande parte à patologia da anca.
Na Clínica Pedro Santos, o Dr. Luís Maximino dedica especial atenção à coxartrose, ao conflito femoro-acetabular e à síndrome do canal cárpico, a sua consulta está disponível na Figueira da Foz e na Carapinheira.
Se a dor na anca está a limitar os seus dias, não espere que seja "só da idade". Uma avaliação atempada pode fazer toda a diferença entre viver com limitações e recuperar a liberdade de movimento.
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📍 Figueira da Foz | 📞 233 411 365
📍 Carapinheira | 📞 239 623 671
Atualizado em: 09-08-2026
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