Depressão Sazonal - Compreender, Identificar e Tratar

Com a chegada do outono e do inverno, é comum ouvirmos falar de uma certa melancolia associada aos dias cinzentos e às festividades. No entanto, é fundamental distinguir a tristeza passageira de uma condição clínica que pode ser incapacitante: a Depressão Sazonal.

Depressão Sazonal - Compreender, Identificar e Tratar

Também conhecida como Transtorno Afetivo Sazonal (SAD), esta é uma forma de depressão que ocorre ciclicamente, acompanhando as mudanças de estação. Portugal, apesar do seu clima ameno comparado com o norte da Europa, não está imune. Um estudo internacional feito em 2024 sobre fatores de risco colocou o nosso país na 19.ª posição entre as nações com maior propensão para este transtorno.

Por que acontece? A ciência aponta para uma combinação de fatores biológicos e ambientais, com a luz solar a desempenhar o papel principal. A menor exposição à luz interfere no ritmo circadiano (o nosso relógio biológico) e provoca uma desregulação bioquímica:

  • Queda da Serotonina: O neurotransmissor responsável pelo humor e bem-estar diminui.
  • Aumento da Melatonina: A hormona que induz o sono pode ser produzida em excesso durante o dia, causando sonolência constante.
  • Défice de Vitamina D: A falta de sol reduz a síntese desta vitamina, cuja carência está clinicamente associada a sintomas depressivos.

Sinais de Alerta: O Padrão de Inverno Embora possa ocorrer no verão (com sintomas como insónia e agitação), o padrão de inverno é o mais frequente. Os sintomas tendem a durar 4 a 5 meses e incluem:

  • Hipersonia: Dormir em excesso e sentir grande dificuldade em "arrancar" de manhã.
  • Alterações no Apetite: Uma vontade específica e intensa de ingerir hidratos de carbono e doces, o que frequentemente leva ao aumento de peso.
  • Isolamento Social: Uma tendência para a "hibernação", evitando o contacto com amigos e familiares.
  • Humor Deprimido: Irritabilidade, ansiedade e sensação de vazio.

Quem está em risco? A geografia importa: viver longe da linha do Equador aumenta o risco. Além disso, a condição é mais prevalente em mulheres e adultos jovens (entre os 18 e os 30 anos), bem como em pessoas com histórico familiar de depressão ou doença bipolar.

Como tratar e prevenir? O primeiro passo deve ser sempre o diagnóstico por um médico psiquiatra para descartar outras patologias. O tratamento é multifacetado e eficaz:

  1. Fototerapia: O uso de caixas de luz especiais que simulam a luz solar (10 a 45 minutos diários) tem demonstrado eficácia na regulação dos neurotransmissores.
  2. Psicoterapia: A terapia cognitivo-comportamental ajuda a gerir padrões de pensamento negativos e o isolamento.
  3. Estilo de Vida: Aumentar a exposição à luz natural (mesmo em dias nublados), praticar exercício físico e manter uma alimentação equilibrada são pilares essenciais.
  4. Medicação: Em casos mais graves, pode ser necessária a prescrição de antidepressivos ou suplementação de Vitamina D.

Se sente que o inverno lhe rouba a qualidade de vida, não assuma que é "normal". Procure ajuda especializada e recupere o seu ritmo.

A consulta de Psiquiatria está disponível na Figueira da Foz e na Carapinheira (Montemor-o-Velho) com o Dr. Marques Pinto

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Atualizado em: 14-01-2026

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