Enxaqueca - Conheça os sinais e saiba quando procurar ajuda

A enxaqueca é uma doença neurológica crónica, marcada por episódios de dor de cabeça moderada a forte, pulsátil ou latejante, habitualmente com início num dos lados da cabeça. Surge muitas vezes com náuseas, vómitos e intolerância à luz, ao ruído e aos cheiros, e agrava-se com o movimento, o que a torna altamente incapacitante.

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O que distingue a enxaqueca da cefaleia

Cefaleia é o termo médico para dor de cabeça. A enxaqueca é um tipo específico de cefaleia, com características próprias e vários sintomas associados. Toda a enxaqueca é uma cefaleia, mas nem toda a cefaleia é uma enxaqueca.

Os principais tipos de enxaqueca

  • Sem aura: a forma mais frequente, com crises de dor típicas, muitas vezes acompanhadas de náuseas, vómitos e maior sensibilidade à luz, aos odores e aos sons.
  • Com aura: surgem sintomas neurológicos temporários antes ou durante a dor, como alterações da visão, formigueiros ou dificuldade em falar. Desenvolvem-se de forma gradual, duram habitualmente entre 5 e 60 minutos e são reversíveis.
  • Crónica: quando existe dor de cabeça em 15 ou mais dias por mês, durante pelo menos três meses, sendo pelo menos 8 desses dias com características de enxaqueca. Exige acompanhamento médico próximo.

Uma crise pode ter quatro fases: premonitória, aura, cefaleia e posdrómica. Nem todas as pessoas passam por todas, e a mesma pessoa pode ter crises com e sem aura.

O que pode desencadear uma crise

A origem combina fatores genéticos e ambientais. Sobre uma maior suscetibilidade familiar atuam desencadeantes que funcionam como gatilhos, entre os quais o stress, alterações do sono, desidratação, variações hormonais, saltar refeições, cafeína, álcool, tabaco, variações do tempo, luz intensa, odores fortes e ruídos.

Um diário de cefaleias, registando datas, sintomas, possíveis gatilhos e medicamentos tomados, ajuda o médico a identificar padrões e a ajustar a terapêutica.

Uma doença ainda subdiagnosticada

Apesar dos avanços no conhecimento sobre a enxaqueca, continua a ser subdiagnosticada e subtratada, mesmo em pessoas com uma doença já conhecida e incapacitante. Reconhecer o impacto da doença e procurar uma abordagem clínica atempada são passos essenciais para melhorar os cuidados a quem vive com ela.

Tratamento e acompanhamento

A enxaqueca não tem cura, mas tem tratamento eficaz. Tem duas abordagens:

  • Tratamento da crise: para aliviar a dor e os sintomas associados logo no início do episódio.
  • Tratamento preventivo: para reduzir a frequência e a intensidade das crises quando estas são frequentes ou incapacitantes.

A escolha é individualizada, tem em conta o perfil clínico de cada doente e deve ter sempre orientação médica, evitando a automedicação.

Quando procurar ajuda médica

Procure avaliação se as dores de cabeça forem frequentes ou incapacitantes, se aumentarem de intensidade, se mudarem de padrão ou se precisar de medicação com muita regularidade.

Sinais como dor de cabeça súbita e explosiva (a pior de sempre), perda de força, alteração da consciência, dificuldade súbita na fala ou febre associada a agravamento rápido exigem avaliação urgente. Em caso de emergência ligue 112. Em caso de dúvida ligue para a Linha SNS 24 (808 242 424).

Se tem crises de dor de cabeça recorrentes, a consulta de Neurologia com a Dra. Joana Lopes, na Clínica Pedro Santos, ajuda a esclarecer o diagnóstico e a definir o tratamento mais adequado.

Marque aqui a sua consulta ou ligue para:

Clínica Carapinheira: 239 623 671 / 924 456 983
Clínica Figueira da Foz: 233 411 365 / 925 609 657

Atualizado em: 27-10-2026

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